Nascimento Natália

Natália resolveu esperar sentada a sua hora de nascer, não por falta de tentativas de fazê-la virar, tentaram desde versões, passando por exercícios físicos à sessões de acupuntura. Mas essa menina  tava tão bem encaixadinha, ali sentada, que foi assim que resolveu nascer, “de bunda pra lua”, como dizem alguns.
Essa é uma expressão que fala sobre sorte e eu quero que a pequena Natália possa é ter muita sorte na vida mesmo!

Os pais, tendo plena consciência dos prós e contras de todos os caminhos que podiam escolher, acordaram entre eles e equipe que caso o bebê permanecesse nesta posição no dia em que entrasse em trabalho de parto, que eles preferiam fazer uma cesariana. E não existe nada melhor do que poder escolher com plena consciência o caminho que se quer seguir e poder ser respeitada nesta escolha!

E assim foi, Narjara entrou em trabalho de parto, fizeram a cesariana da forma mais gentil e respeitosa que podia ser feita, com bebê mamando enquanto os médicos terminavam os procedimentos cirúrgicos e tudo mais.

agora dá o play e vem ver que lindeza foi tudo isso!

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Nascimento Enrico

Quando eu lembro desse parto a palavra que me vem à mente é avalanche!

Foi tudo tão rápido e tão intenso que a gente nem consegue assimilar nada na hora, só vai registrando tudo e depois com calma vai elaborando…

Como diz uma amiga em comum, a Jeisa é um tobogã de bebês, os partos dela geralmente são bem rápidos, mas esse bateu todos os recordes, pois da hora em que cheguei cerca de 10 à 15 min. depois Enrico nasceu de supetão, num grande ímpeto de viver! E tudo se transformou em risos, misturado com lágrimas e abraços para todos os lados!

Foi um evento bem familiar, com a avó, os filhos mais velhos, o marido, o cachorro, a melhor amiga, que também era sua doula, e no meio desse amor todo Enrico nasceu no quarto dela, em casa e foi direto para o colo da mãe, foi sentir seu cheirinho, foi mamar no seu peito e gentilmente depois o cordão foi cortado pelo pai e o filho mais velho, João, enquanto ele ainda tava ali, no colo! E o que fica mais evidente disso tudo é que parir não precisa ser sinônimo de sofrimento como tantos insistem. Pelo contrário pode ser uma experiência muuito positiva,  curadora de feridas, transformadora, cheia de carinho e boas surpresas. Basta que você possa estar com bons profissionais, em um lugar acolhedor e se munir com informações de qualidade para que você possa se sentir segura, acreditando no seu processo e principalmente acreditando na sua plena capacidade de gestar, parir e amar.

A Jeisa é um mulherão incrível, mãe de três, e a forma como essa mulher se relaciona com a maternidade e com a maternagem é algo inspirador. Se você quer ter muitos filhos e saber como não pirar, fala com ela! rsrsrs E acredito muito que a forma dela se relacionar com a vida, com ela mesma auxiliou muito que todo este processo, por mais intenso que tenha sido, fosse muito leve ao mesmo tempo!

Então agora dê o play e vem viver um pouquinho dessa emoção toda!

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Nascimento Henry

Sabe essas “coincidências” da vida?! Pois é, foi ela que uniu o meu caminho ao da Ingrid e de toda a família dela.

Certo dia ela estava no elevador do trabalho conversando com uma colega que gostaria de achar alguém para fotografar o parto dela e uma outra pessoa que também estava neste mesmo elevador, que é minha amiga, a Fran, escutando a conversa não pode deixar ela ir embora sem passar meu contato.  Eu fiquei super feliz e muito grata pela indicação, mas confesso que eu não acreditei muito que a pessoa fosse entrar em contato. E contrariando minhas expectativas não demorou muito a Ingrid me escreveu perguntando sobre o meu trabalho, marcamos uma conversa pessoalmente e desde então nossas vidas estão ligadas!!

Desde que a vi pela primeira vez me chamou atenção sua doçura, a calmaria, o cuidado, mas ao mesmo tempo uma grande força e determinação. E tudo isso se fez presente no dia da chegada do Henry, apesar da dor, das contrações, eu olhava pra ela e via os sorriso sinceros de quem estava feliz por estar conseguindo parir e por ter ao lado todas as pessoas que ela gostaria que estivessem ali, a doçura em lidar com ela mesma e com os outros,  muita determinação e entrega para o seu processo de parir. Sabe samurai, quando tem uma missão vai até o final?! é essa força de um samurai que eu vi nela!! uma força inabalável!

E este é um aprendizado que levei comigo, essa firmeza inabalável com a doçura.
Nós mulheres sabemos como é difícil manter essa força inabalável quando muitas vezes o mundo parece ir contra você, o sistema te amedrontando, nem todos tem a sorte de poder contar com o apoio da família em suas decisões, mas pelo contrário só veem pessoas que ficam ali tentando minar seus sonhos e  escolhas, e daí chega no parto, você tem que bancar todo esse peso e mais o seu processo de parir, por isso tantas vezes esta experiência é tão difícil para tantas mulheres.  E  não faz nenhum sentido o sistema  atual ficar dificultando este processo nos vendendo, literalmente, a ideia de que parir é ruim, é sinônimo de sofrimento, é um processo exclusivamente hospitalar, que é um absurdo mulheres em pleno séc. XXI, com tanta tecnologia escolherem parir naturalmente. A escolha de parir tem que ser uma escolha feita sem medo, com todo o apoio que esta mulher puder ter, com toda a informação que ela puder ter. Uma escolha respeitada do começo ao fim.  Dessa forma se  faz mais do que urgente que possamos disseminar bons exemplos de partos respeitosos, bons profissionais, experiências de mulheres que pariram com respeito e carinho, mostrar este processo como ele é, natural e fisiológico.

Então dê o play e vem junto!

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Nascimento Valentina

Acompanhar partos já é uma honra tão grande, imagina acompanhar o parto de uma amiga que me acompanha antes mesmo de eu pensar em ter a fotografia como minha profissão.
Ver todo este processo de entrega foi muito emocionante, foi uma grande oportunidade de crescimento e amadurecimento este parto. Ver aquele mulherão todo, que sempre foi super forte, decidida, cheia de coragem e garra, encontrar-se com suas fragilidades, com seus medos, seus limites, achar por diversas vezes que não daria conta, que iria desistir de tudo e pouco a pouco ver ela dando conta, ver ela crescendo, ver ela se entregando de corpo e alma, se abrindo para este novo universo, para esta nova mulher que se apresentava  ainda mais forte, ainda mais cheia de garra e ainda mais amorosa do que nunca e este amor ia lhe fortalecendo! E pra ajudar neste processo tão avassalador quanto lindo, ela pode contar com o apoio do seu marido, o Lucas,  que deu todo o apoio que ela precisava para que este momento não fosse ainda mais difícil. Ela teve uma doula, que não descansou um minuto se quer  e que foi essencial para que ela continuasse em seu processo de entrega.

A Van ultrapassou a sua hora escura, olhou para as suas sombras, digeriu-as e seguiu adiante. E assim, pode receber a Valentina por suas mãos, segurá-la em seu colo e lhe dizer olhando nos olhos como ela a amava! E isso só de lembrar já dá aquele nó na garganta e enche os olhos de lágrimas. Porque este negócio de acompanhar partos é forte! hahahah te força olhar para as suas próprias sombras e a cada nascimento a gente vai se curando e  renascendo junto. Vai ficando um ser humano melhor, e estas experiências são realmente tão impactantes e maravilhosas que eu fico desejando muito que todas as mulheres que carregam novas vidas dentro de si, possam vivenciar o parto com todo amor, entrega e respeito que este momento merece.

Agora dá o play e vem se inspirar junto com a gente!

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Protegido: Nascimento Davi

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Nascimento Breno

Que casal!! Que incrível foi poder acompanhar este parto!!!
Começou com uma afinidade incrível com a Karol e culminou neste dia, em que o Breno chegou e que marcou para sempre nossas vidas.

Karol desde a primeira conversa muito tranquila, com muitas gargalhadas gostosas, cheia de energia, eu olhava para esta mulher e nesta reunião eu conseguia visualizar ela parindo, eu via este bebê nascendo exatamente do jeito que ela estava sonhando.  Quando foi se aproximando a data provável do parto a Karol passava os dias se exercitando, andando todos os dias pra cima e pra baixo pra ver se ajudava o trabalho de parto engrenar, pois as contrações de treinamento ela já tinha… e foi assim, depois de passar um dia todo andando, tomando chazinhos, fui conversando com ela e estava com uma intuição muito forte que seria naquela noite,  dito e feito, durante a madrugada ela me escreve falando que estava indo para a maternidade com seu marido. Fiquei muito feliz com a mensagem, pois tudo o que ela queria era poder parir com o seu marido ao lado, e ela estava muito apreensiva com medo que isso não acontecesse, pois o Zuzo é médico e com uma agenda cheia de plantões, poderia ser que o parto caísse bem em um desses dias de trabalho. Mas deu tudo certo e foi tudo como tinha que ser! E eu me impressionei quando conheci o Zuzo, me impressionei com a sua calmaria, com a sua humanidade,  quando ele falava com toda a convicção pra Karol, “você vai conseguir, você já está conseguindo, confia no teu corpo!” E digo que me impressionei, porque além de ser algo que dificilmente a gente escuta de pessoas que não trabalham com parto normal, é ainda mais raro escutar de um médico, que em sua maioria tem uma formação extremamente intervencionista. Mas ele estava ali torcendo para que tudo pudesse ocorrer da forma mais natural possível. Com o mínimo de intervenções. Me comoveu o amor, o carinho e a dedicação de um para com o outro. E isto faz toda a diferença na qualidade da experiência de parto. Sem falar, claro, que ela pode contar com uma obstetra que também acreditava em seu parto, acreditava nela, na sua força, que era tipo uma médica doula, rsrsrs, pois não exitou em massageá-la quando precisou, segurar a sua mão quando ela precisava de força e incentivá-la quando ela já achava que não conseguiria mais.

E assim, na manhã de um lindo dia de sol entre nuvens, nasce o Breno. Entre muitas contrações, choro, sorrisos, momentos de dúvidas, de calmaria, assim, intenso, como geralmente um parto o é, ele veio! Veio pra mexer com toda a rotina, pra instaurar uma nova ordem, pra que tudo seja novo de novo. Para encher a vida de mais alegria!

Pega o coração, dá o play e vem!

 

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Nascimento do Joaquim

Encontrar com a Fran foi um desses presentes que a vida nos reserva com todo o carinho.
Temos uma amiga em comum que nos apresentou logo no início da gravidez da Fran, era sua segunda gestação e nesta ela estava em busca de poder fazer escolhas diferentes. Queria ter um pouco mais de informações sobre como ter um parto mais respeitoso. Falei de algumas pessoas e lugares pra ela, contei algumas histórias e desde então estivemos em contato. Foi engraçado pois logo no início já senti uma grande afinidade com ela. Aquele sorrisão largo, que chega iluminando tudo, aquelas risadas gostosas e aquele jeitinho de falar manso me faziam ficar muito à vontade com ela e ter a certeza no coração de que ali nasceria uma linda amizade.
E desde então fui acompanhando sua jornada, suas descobertas, suas buscas, seus dilemas, vibrando junto em todos os momentos!
No finalzinho da gestação ela me perguntou sobre as fotos e que ela tinha este desejo de registrar, já que possivelmente esta seria sua última chance. Fomos conversando e muito próximo da data provável resolvemos que sim, registrar seria uma realidade. Eu não pude ficar mais feliz pois já gostava taanto dela, já me sentia tão parte de toda a história que poder ter a honra de acompanhar o nascimento do Joaquim fazia meu coração palpitar! <3
O Joaquim estava pélvico (sentado), e depois de algumas tentativas de versão sem sucesso ela via a possibilidade de uma segunda cesariana se aproximar. Após muitas conversas com seu médico e enfermeira decidiram que o plano A seria o parto normal e caso houvesse uma real necessidade no decorrer do caminho daí sim fariam a cirurgia. O Plano A inicialmente era um parto domiciliar planejado, porém como o bebê não estava em posição cefálica, e isto aumenta um pouco os riscos habituais do parto, decidiram que o melhor lugar seria a maternidade. Mas o mais importante é que ela foi com o coração aberto para acolher o que viesse, estava desejando muito conseguir parir,  mas caso precisasse de uma intervenção cirúrgica esta seria uma realidade que ela acolheria com todo o coração.
E numa bela noite de inverno, Bruno me liga falando que as contrações estavam ritmadas e que estavam indo para a maternidade,  fui feliz da vida como se alguém da família estivesse por chegar!Lá na maternidade é onde pude conhecer um pouco mais do Bruno e me surpreender com o carinho, amor e atenção que cuidava e paria junto com a Fran. Ele realmente estava ali vivenciando tudo com o corpo e alma, sorria e silenciava junto a cada contração. Massageava, se abaixa, segurava, eles estavam muito unidos e muito cúmplices em todo o processo e era lindo de ver!

Bom, após umas 12h de trabalho de parto, já exausta, sem muita energia, e com o TP estagnado há algum tempo, o obstetra lhe deu algumas opções, que seria continuar aguardando já que o bebê estava bem, colocar ocitocina pra ver se o trabalho de parto voltava a engrenar, mas que ele não recomendava muito no caso dela, ou fazerem uma cesariana. Ela pediu um tempo para pensar e conversar com o Bruno, sentiu que não teria mais forças para seguir adiante, pois já estava muito exausta e que a cirurgia agora seria o caminho que ela seguiria.

E assim o foi, mas com todo o carinho e respeito, permitindo que este momento pudesse continuar a ser especial para ela, e que a transição para o Joaquim pudesse ser o mais serena possível. E isto também é humanização gente!

Toda esta experiência me mostrou como tudo fica mais leve quando a gente vai com o coração em paz e pronto para acolher a nossa história do jeito que tiver que ser! Ela ser linda ou não, claro que estar bem assistida faz toda a diferença, mas também depende muito da gente, do nosso interior, nosso olhar, do quanto a gente consegue acolher os desafios e se entregar para a o imprevisível, confiando que tudo dará certo!

Bom, agora que vocês conhecem um pouquinho da história acompanhem como foi lindo tudo isso! Lindeza que as palavras não conseguem exprimir. rsrsr Dá o play e vem!

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