Nascimento Henry

Sabe essas “coincidências” da vida?! Pois é, foi ela que uniu o meu caminho ao da Ingrid e de toda a família dela.

Certo dia ela estava no elevador do trabalho conversando com uma colega que gostaria de achar alguém para fotografar o parto dela e uma outra pessoa que também estava neste mesmo elevador, que é minha amiga, a Fran, escutando a conversa não pode deixar ela ir embora sem passar meu contato.  Eu fiquei super feliz e muito grata pela indicação, mas confesso que eu não acreditei muito que a pessoa fosse entrar em contato. E contrariando minhas expectativas não demorou muito a Ingrid me escreveu perguntando sobre o meu trabalho, marcamos uma conversa pessoalmente e desde então nossas vidas estão ligadas!!

Desde que a vi pela primeira vez me chamou atenção sua doçura, a calmaria, o cuidado, mas ao mesmo tempo uma grande força e determinação. E tudo isso se fez presente no dia da chegada do Henry, apesar da dor, das contrações, eu olhava pra ela e via os sorriso sinceros de quem estava feliz por estar conseguindo parir e por ter ao lado todas as pessoas que ela gostaria que estivessem ali, a doçura em lidar com ela mesma e com os outros,  muita determinação e entrega para o seu processo de parir. Sabe samurai, quando tem uma missão vai até o final?! é essa força de um samurai que eu vi nela!! uma força inabalável!

E este é um aprendizado que levei comigo, essa firmeza inabalável com a doçura.
Nós mulheres sabemos como é difícil manter essa força inabalável quando muitas vezes o mundo parece ir contra você, o sistema te amedrontando, nem todos tem a sorte de poder contar com o apoio da família em suas decisões, mas pelo contrário só veem pessoas que ficam ali tentando minar seus sonhos e  escolhas, e daí chega no parto, você tem que bancar todo esse peso e mais o seu processo de parir, por isso tantas vezes esta experiência é tão difícil para tantas mulheres.  E  não faz nenhum sentido o sistema  atual ficar dificultando este processo nos vendendo, literalmente, a ideia de que parir é ruim, é sinônimo de sofrimento, é um processo exclusivamente hospitalar, que é um absurdo mulheres em pleno séc. XXI, com tanta tecnologia escolherem parir naturalmente. A escolha de parir tem que ser uma escolha feita sem medo, com todo o apoio que esta mulher puder ter, com toda a informação que ela puder ter. Uma escolha respeitada do começo ao fim.  Dessa forma se  faz mais do que urgente que possamos disseminar bons exemplos de partos respeitosos, bons profissionais, experiências de mulheres que pariram com respeito e carinho, mostrar este processo como ele é, natural e fisiológico.

Então dê o play e vem junto!

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Helena Chegou!

Primeiro parto do ano e veio tranquilo, calmo, sereno. Extremamente inspirador!

Lembro que a Aline com 38 semanas já estava em pródromos e super ansiosa para a chegada da Helena, queria poder tê-la em seus braços logo, andava, subia e descia escada, pulava na bola de pilates, enfim, tava ali fazendo a parte dela pra facilitar quando chegasse o trabalho de parto e com 39 semanas e 3 dias não tinha mais volta, o trabalho de parto de fato engrenou e a Helena chegou! Lembro do Diego, marido da Aline, me ligando na madrugada e falando: “chegou a hora! Estamos indo para a maternidade porque achamos que já ta bem avançado.” E lá fomos nós, cheguei na maternidade, aguardei pelo Diego e pela Aline, ficamos um tempo ali embaixo andando com ela pelo hospital, até resolver toda a questão burocrática do internamento e quando subimos para a sala de parto não demorou muito, cerca de 2h, e a Helena nasceu! Lembro do sorriso da Aline, da alegria que transbordava, do chorinho da Nena! Tanto amoor!!!

Aline extremamente calma, concentrada e focada durante todo o TP me impressionou muito e guardei isso dentro de mim, como uma experiência para ser acessada quando chegar a minha vez! rsrs E tenho certeza que muitas outras mulheres também irão se inspirar com o teu parto Aline.

É normal ter medo do desconhecido e o parto é esse universo desconhecido, que por tantas razões ficou ainda mais distante de nossas vidas. Mas chegou a hora de retomarmos esse processo como nosso, como algo natural, parte da gente, da vida, do nosso corpo. E não mais como algo distante e horrível como estávamos vivendo.  Chegou a hora de nos reconectarmos com a gente mesmo, de nos percebermos capazes de parir.  Como sempre fomos! Precisamos ver mais e mais mulheres parindo, bebes nascendo até que toda esta força e confiança seja despertada em todas as mulheres. E que a escolha em relação ao parto, quanto ao local e forma de botar seu filho ao mundo, seja uma escolha consciente, uma escolha feita não por medo, mas baseada em evidências e informação de qualidade.

Eu só tenho a agradecer à Aline e ao Diego por me permitirem estar com vocês neste dia lindo! Neste dia tão absurdamente importante na vida de vocês! Helena foi uma honra indescritível poder ser a primeira pessoa a fazer um retrato seu! Eu nao caibo em mim de tão feliz em poder registrar tantos nascimentos respeitosos!

Agora dê o play e vem se emocionar junto! \o/\o/

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Nascimento do Vicente

Tá tendo VBAC (Vaginal Birth After Cesarean)  de novo aqui no blog!!! <3

Coisa mais linda de ver, uma mulher forte, empoderada, que foi em busca de conhecimento de qualidade, de profissionais que acreditassem nela e na sua plena capacidade de parir e lindamente pariu! Tendo todos os seus desejos respeitados, tendo o seu tempo para parir respeitado, tendo o seu filho ,Vicente, respeitado!

Cheguei na casa da Fabrícia de madrugada, contrações ritmadas, trabalho de parto à todo vapor, mas entre as contrações ela sorria! Era a realização de um sonho! Seu parto não havia sido roubado, ela finalmente iria parir, e era tanta felicidade por ela poder estar vivendo este momento, poder sentir as contrações, poder sentir seu corpo trabalhando para seu bebê nascer que em vários momentos vinham lágrimas, mas não era de dor, não era de sofrimento algum, era de alegria, de gratidão, de amor que transbordava.

Ficamos em casa até o início da manhã, quando ela pediu para ir para a maternidade e lá fomos nós. Algumas horas se passaram, o cansaço começou a bater forte, sentindo a noite não dormida e ela já não conseguia mais lidar com cansaço extremo e dor ao mesmo tempo, pediu por analgesia, e assim, com uma dose suficiente para que ela pudesse continuar em seu trabalho de parto, movimentando-se e tendo controle do seu corpo, ela seguiu firmemente até o final.

Foi emocionantíssimo poder estar presente no nascimento do Vicente e poder ver a grandeza dessa mulher que é uma fortaleza inteira de tão forte. Em tantos momentos eu olhava pra ela, que seguia firme em seu processo e pensava “Meu Deus, quando for minha vez quero ser forte como ela.” Gratidão imensa por me deixar fazer parte dessa história tão linda e transformadora em sua vida Fabrícia! Você, o Anderson, a Ana e o Vicente estarão para sempre aqui no coração. <3

Agora dê o play e vem ver essa história linda com a gente!

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